Febre TifóideThis is a featured page

1.DEFINIÇÃO Doença bacteriana aguda, contagiosa causada pela bactéria Salmonella typhi. Associada principalmente a baixos níveis socio-económicos, relacionando-se com precárias condições de saneamento, higiene pessoal e ambiental. Foi praticamente eliminada em países onde estes problemas foram superados, mas persiste com super posição de epidemias reflectindo as condições de vida de determinadas regiões.

2.SALMONELLA TYPHI FIG. 2.1 – Salmonella typhi

Uma bactéria Gram negativa da família Enterobacteriaceae provoca uma doença exclusiva do ser humano. Todas as bactérias gram-negativas têm lipopolissacarídeo (LPS) que é um poderoso indutor de resposta imunitária despropositada, com vasodilatação sistémica e possível morte por choque séptico. Além disso a sua disseminação e multiplicação nos órgãos pode causar danos graves. As bactérias entram no tracto intestinal e chegam á corrente sanguínea. Em seguida verifica-se uma inflamação dos intestinos delgados e grosso, podendo aparecer úlceras sangrando no tecido afectado nos casos mais graves. A bactéria encontra-se nas fezes e na urina das pessoas infectadas e é transmitida através da ingestão de alimentos ou água contaminados (uma lavagem incorrecta das mãos depois de defecar ou urinar transmitem a Salmonelha typhi aos elementos utilizados para comer e beber). O tempo de vida da salmonella varia entre 3 a 4 semanas.

3.TRANSMISSÃO FIG. 3.1-Parasitas na água

As bactérias invadem um tipo especializado de células do epitélio do órgão, a célula M, por mecanismos de endocitose ou invasão directa, passando depois á sub serosa. Aí são fagocitadas por macrófagos, mas resistem a destruição intracelular. Como estas células linfáticas são altamente moveis, são transportadas para tecidos linfáticos por todo corpo, como gânglios linfáticos, baço, fígado, pele. A sua disseminação é inicialmente pela linfa, e depois sanguínea. Esta bactéria é transmitida através de alimentos ou água contaminada e através do contacto directo com portadores.

A contaminação da água varia consoante a temperatura, quantidade de oxigénio disponível (as salmonelas sobrevivem melhor num meio rico em oxigénio), e com o material orgânico disponível.

4.SINTOMASFIG. 4.1 – Manchas rosadas na pele

Os primeiros sintomas, aumentam ao longo da 1ª semana:

  • Dores de cabeça;
  • Fadiga;
  • Bradicardia;
  • Agitação durante o sono;
  • Aparecimento de manchas rosadas na pela.

Após a 3ª semana, o enfermo pode apresentar:

  • Falta de apetite (anorexia);

  • Hemorragia nasal (epistaxe);

  • Diarreia e vómitos;

  • Esplenomegalia;

  • Tosse;

  • Delírios e estado de torpor surgindo depois quadros de septicemia, com possível choque séptico mortal.

Se não for tratada a febre tifóide pode complicar-se em hemorragia ou ate perfuração intestinal e inflamações na vesícula biliar. A mortalidade chega a 25% nos casos não tratados, sendo frequentemente causada pela septicemia e choque (perda catastrófica da tensão arterial com isquémia e choque (perda catastrófica da tensão arterial com isquémia fatal dos órgãos).

5.DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser confirmado identificando o crescimento das bactérias, este, é feito por análise de amostras de sangue, fezes ou da medula óssea com anti-salmonella. Em países pobres é usado o teste de detecção de diazo na urina.

6.TRATAMENTO

A febre tifóide deve ser tratada com antibióticos específicos, mais comum o cloranfenicol, ampicilina ou quinolonas. São tratados de acordo com as suas condições. Com um tratamento antibiótico rápido, mais de 99% dos casos de febre tifóide curam-se. Em geral, os doentes que morrem estão desnutridos, são muito jovens ou de idade muito avançada. O cloronfenitol é usado em todo o mundo, mas como a resistência ao mesmo é cada vez maior, tem-se começado a utilizar outros medicamentos. Se o doente está a delirar, em coma ou em choque, administra-se corticosteróides para reduzir o edema cerebral. É necessário que a pessoa se alimente frequentemente devido ás hemorragias intestinais ou outras alterações do tubo do tubo digestivo. Os doentes com perfuração intestinal necessitam de antibióticos que eliminam um amplo espectro de bactérias, porque entram bactérias na cavidade peritoneal, e deverão porventura ser submetidos a cirurgia para reparar ou eliminar a secção do intestino que se tenha perfurado. Os portadores (pessoas que não tem sintomas mas albergam as bactérias na matéria fecal) devem comunicar ao departamento de saúde sendo proibidos de trabalhar com alimentos dentro de 4 a 6 semanas a quais são sujeitos a tratamento com antibióticos ate erradicar por completo as bactérias.

7.PREVENÇÃO

Além da vacinação, para evitar o contágio da febre tifóide é necessário tratar a água e os alimentos, controlar o lixo e observar boas condições de higiene Por ser uma doença altamente contagiosa, normalmente isola-se o infectado.

7.1.Vacinação FIG. 7.1 – Vacinação

A vacinação é no entanto o melhor processo de prevenção para a febre tifóide. As vacinas actualmente disponíveis contra a febre tifóide apresentam uma baixa eficácia. Quando o risco de infecção é muito elevado, a utilização de uma das vacinas como medida complementar deve ser avaliada individualmente após consulta médica. Vacinas contra a febre Tifóide:

Tipo de Vacina
Aplicação
Doses
Intervalo
Eficácia
Inactiva, contendo o polissacarideo Vi
Subcutânea
Dose única
-
64-72%
Atenuada, contendo bactérias da cepa Ty21a
Oral
3 ou 4
1 Dia
40-90%

7.1.1.Efeitos Colaterais

A vacina polissacarideo é bem tolerada. As reacções mais comuns são dor no local de aplicação, febre e dor de cabeça. Apenas raramente ocorrem efeitos colaterais com o uso da vacina oral, basicamente manifestações gastrointestinais discretas.

7.1.2.Contra Indicações

Pessoas com antecedentes de reacção alérgica á vacina contra a febre tifóide não devem receber a dose subsequente. É prudente adiar a vacinação de pessoas com febre, casos de doenças agudas ainda sem diagnóstico e doenças crónicas descompensadas. O uso de antibióticos ou drogas antimalárias pode reduzir a eficácia da vacinação.

8. NUMEROS DA FEBRE TIFÓIDE

GRÁFICO 8.1 -  Numero de casos e incidência da Febre Tifóide.
GRÁFICO 8.2 -  Numero de casos da Febre Tifóide

9. CONSEQUÊNCIAS DA FEBRE TIFÓIDE

FIG. 9.1 - Criança com Febre Tifóide. FIG. 9.2 - Individuo infectado com Febre Tifóide.


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Anonymous nathally 0 Aug 30 2011, 10:39 AM EDT by Anonymous
 
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